RADIOLOGIA INTERVENCIONISTA
HemoRad.
Antes da punção,
uma avaliação integrada.
Avaliação do risco de hemorragia em radiologia intervencionista.
Iniciar avaliaçãoVersão para revisão clínica. Regras baseadas em diretrizes, ainda sem validação assistencial. Não substitui a decisão do médico responsável.
Exemplos
Casos fictícios para explorar o app. Ao carregar, os dados do formulário são substituídos.
Mais exemplos · 6 cenários
EXEMPLO FICTÍCIO · Dados demonstrativos, sem relação com um paciente real.
Critérios, referências e limites
Um roteiro de decisão baseado em diretrizes. O app separa a categoria hemorrágica basal do procedimento da conduta sugerida para os dados informados. Não calcula uma probabilidade individual.
Órgão, profundidade e técnica definem a categoria basal.
História hemorrágica, doenças e medicamentos orientam o preparo adicional.
Pendências e alertas são apresentados com justificativa e fonte.
1. Como os procedimentos são classificados
| Categoria | Exemplos deste app | Interpretação prática |
|---|---|---|
| Baixo | PAAF de tireoide; biópsias de linfonodo ou partes moles superficiais; core biopsy, mamotomia e marcação mamárias; drenagens superficiais; toracocentese e paracentese. | Exames de rotina podem ser dispensados após triagem clínica negativa. Baixo risco não significa risco nulo. |
| Alto | Biópsias de rim nativo ou transplantado, fígado, pulmão e próstata; linfonodos ou massas profundas; drenagens de abscessos em órgãos ou coleções abdominais profundas. | Este fluxo solicita plaquetas, INR e hemoglobina. Resultados normais não reduzem a categoria basal. |
| Acesso venoso central | Cateter convencional não tunelizado guiado por US. | Categoria basal baixa; o critério plaquetário depende da compressibilidade confirmada e do dispositivo. |
2. Quando a seção de exames é bloqueada
| Situação | Comportamento do app |
|---|---|
| Adulto, procedimento eletivo de baixo risco, condição estável, história hemorrágica negativa, sem doença da hemostasia, hepática ou renal conhecida, infecção, medicamento relevante ou indicação adicional de exames; compressão direta quando aplicável. | Exames laboratoriais prévios de rotina não são necessários. A seção é bloqueada após completar essa triagem, desde que não existam exames declarados disponíveis. |
| Exames declarados disponíveis, alteração conhecida, procedimento de alto risco ou indicação clínica/medicamentosa. | A seção continua disponível. Resultados conhecidos permanecem na avaliação; o app não os descarta ao trocar o procedimento. |
| Triagem incompleta ou resposta não informada. | Sem dispensa automática. A seção aberta, isoladamente, não significa que todos os exames estejam indicados. |
O bloqueio automático é uma regra conservadora de interface que aplica o princípio de triagem para baixo risco. Não é uma regra clínica validada separadamente.
3. Critérios laboratoriais e exceções
| Perfil | Regra utilizada | Interpretação e fonte |
|---|---|---|
| Geral · alto risco, sem hepatopatia | INR <1,8; plaquetas ≥50.000/µL. | Fora dos critérios: reavaliar o preparo eletivo. São limiares de conduta, não probabilidades de sangramento. |
| Biópsia de rim nativo ou transplantado | INR <1,5; plaquetas >50.000/µL. | Perfil renal KHA-CARI. Exatamente 50.000/µL permanece fora desse critério. Hb <8 g/dL gera revisão de anemia e observação. |
| Baixo risco · se houver resultados | Plaquetas <20.000/µL geram reavaliação. INR >3 gera revisão; acima de 2 até 3 depende do protocolo local. | Isso não cria indicação de rastreamento laboratorial para todo paciente de baixo risco. |
| Cateter central convencional em local compressível | Alerta com plaquetas <10.000/µL. | Recomendação condicional AABB/ICTMG 2025. O app restringe à jugular/femoral com compressibilidade confirmada; não extrapola à subclávia ou cateter de grande calibre/tunelizado. |
| Hepatopatia / cirrose | Regra geral de INR desativada; alto risco gera revisão especializada. | INR isolado não mede o risco hemorrágico na cirrose. Sem correção automática com plasma. Na biópsia hepática não lesional, INR >1,4 sinaliza discussão da via transvenosa (BSG). |
| Atualidade dos exames | Ambulatório estável: até 84 dias. Internação estável: até 72 horas. | Janelas de referência CAR/CAIR, sem garantia automática de validade. Mudanças clínicas e protocolos locais podem exigir exames mais recentes. |
4. Medicamentos e hemostasia por órgão
| Situação | Orientação |
|---|---|
| Heparina profilática subcutânea | Conferir heparina não fracionada versus baixo peso molecular, última dose e plano documentado. Não solicitar TTPa apenas pela profilaxia SC. Drenagem de abscesso profundo mantém a categoria basal alta. |
| Heparina terapêutica / DOAC / varfarina | Heparina terapêutica exige revisão do intervalo e monitorização dirigida quando indicada. INR normal não exclui efeito de DOAC. Varfarina exige INR atual. Sem ponte, suspensão ou reversão automáticas. |
| Procedimentos mamários | Distinguir core biopsy, mamotomia diagnóstica, excisão a vácuo, fio-guia e clipe. Antitrombótico em procedimento a vácuo gera revisão pela divergência CAR/CAIR–BSBR. Planejar compressão local. |
| Rim, pulmão e próstata | Rim: avaliar hemoglobina, hemostasia e observação para sangramento. Pulmão: vigiar hemoptise ou hemorragia intratorácica. Próstata: ambas as vias mantêm a categoria hemorrágica basal alta. |
5. Como interpretar o resultado e seus limites
| Conduta sugerida | O que significa |
|---|---|
| Avaliação imediata | Sangramento ativo ou instabilidade hemodinâmica; a triagem eletiva não se aplica. |
| Adequar estratégia de controle de sangramento | Um fator hemorrágico identificado exige adequar a via ou o suporte hemostático. A orientação se refere ao plano proposto, sem proibição automática de todas as alternativas. |
| Reavaliar antes do procedimento eletivo | Um critério precisa ser revisto antes de prosseguir. Não é contraindicação absoluta nem ordem automática de transfusão. |
| Completar dados / revisão individualizada | Há respostas pendentes ou questão clínica/medicamentosa que impede concluir o preparo. Urgências exigem ponderar o dano do adiamento. |
| Sem alerta adicional nas regras avaliadas | Os dados informados não acionaram alerta adicional. O procedimento de alto risco continua de alto risco; o resultado não equivale a liberação. |
Avaliação do risco de hemorragia em procedimentos de radiologia intervencionista. A categoria basal do procedimento é combinada com história hemorrágica, hemostasia, medicamentos e fatores técnicos ligados ao sangramento. Complementos opcionais mantêm esse mesmo escopo em pediatria, urgências e doenças complexas da hemostasia. Não estima probabilidade individual nem constitui liberação do procedimento.
6. Complementos opcionais: avaliação hemorrágica
| Avaliação | Fatores avaliados | Conduta e limites |
|---|---|---|
| Fatores técnicos | Trajeto com proteção vascular; alvo com suspeita de aneurisma/MAV; recursos para reconhecer e controlar hemorragia. | Adaptar a estratégia quando houver risco de lesão vascular ou suporte hemostático pendente. |
| Órgãos-alvo | Hipertensão pulmonar na biópsia pulmonar; anatomia e hemostasia renal; ascite volumosa e amiloidose na biópsia hepática. | Individualizar a via e o controle de sangramento. Rim transplantado mantém o perfil de biópsia renal. |
| Paracentese e toracocentese | Categoria basal baixa, com análise de história, hemostasia, antitrombóticos e resultados conhecidos. | Não exigem exames rotineiros apenas pelo procedimento. Na cirrose, INR isolado não indica correção automática com plasma. |
| Pediatria | Faixa etária, peso, referências laboratoriais por idade e suporte para hemorragia. | Limiares adultos desativados abaixo de 18 anos. A categoria exibida é referência adulta, não estimativa pediátrica validada. |
| Urgências e emergências | Prioridade, estabilidade, risco hemorrágico versus dano do atraso, exames e estratégia hemostática. | Decisão conjunta; instabilidade exige avaliação imediata. Não aplicar adiamento eletivo automaticamente. |
| Hemostasia complexa | VWD/subtipo, deficiências de fator, inibidores, disfunção plaquetária, CIVD, emicizumabe e plano hematológico. | Exames usuais normais não substituem ensaios específicos ou o plano especializado. Não calcula doses. |
HAS-BLED: o que mede e por que não é usado aqui
O HAS-BLED foi desenvolvido para estimar sangramento maior em um ano na fibrilação atrial. Não foi desenvolvido para prever hemorragia de uma punção específica guiada por imagem. O HemoRad apresenta a explicação como referência, sem calculá-lo ou usá-lo para liberar, cancelar ou escolher um procedimento.
| Letra | Componente | Pontos |
|---|---|---|
| H | Hipertensão não controlada (PAS >160 mmHg na definição original) | 1 |
| A | Disfunção renal e/ou hepática, segundo as definições do escore | 1 cada · até 2 |
| S | AVC prévio | 1 |
| B | História ou predisposição a sangramento | 1 |
| L | INR lábil / baixo tempo em faixa terapêutica com antagonista da vitamina K | 1 |
| E | Idade >65 anos na definição original | 1 |
| D | Antiagregantes/AINEs e/ou consumo excessivo de álcool | 1 cada · até 2 |
A soma varia de 0 a 9. Pontuação maior pede atenção a fatores modificáveis e acompanhamento no contexto para o qual foi criado; não deve determinar, isoladamente, a retirada de anticoagulação. Para procedimentos, o fluxo pertinente considera órgão, técnica, história e preparo específico.
Referências primárias
Fontes revisadas: setembro de 2026 · HemoRad 0.6.0. Testes de software não equivalem a validação clínica. Dados clínicos permanecem na memória da página; mudar idioma ou tema preserva a avaliação.

